Espanha domina França por 2 a 0 e garante vaga na final da Copa do Mundo 2026

La Roja neutraliza Kylian Mbappé, marca com Oyarzabal e Pedro Porro e volta a disputar uma final de Copa do Mundo após 16 anos. Agora, a Fúria busca o bicampeonato nos Estados Unidos.
A Espanha está na grande final da Copa do Mundo FIFA 2026. Em uma atuação que beirou a perfeição tática e defensiva, a seleção comandada por Luis de la Fuente derrotou a França por 2 a 0 nesta terça-feira (14), no AT&T Stadium, em Arlington, Texas. Com gols de Mikel Oyarzabal, de pênalti, e Pedro Porro, a Fúria carimbou seu passaporte para a decisão e agora aguarda o vencedor do confronto entre Inglaterra e Argentina.
O duelo, que reunia duas das maiores potências do futebol europeu, prometia equilíbrio. No entanto, o que se viu em campo foi um amplo domínio do estilo de jogo espanhol. Dezesseis anos após conquistar seu primeiro e único título mundial, na África do Sul, em 2010, a Espanha volta a ter a oportunidade de disputar a taça mais cobiçada do futebol.
Oyarzabal abre o caminho para a classificação espanhola
Os primeiros minutos mostraram duas equipes cautelosas, conscientes do peso de uma semifinal de Copa do Mundo. A França de Didier Deschamps apostava na velocidade de seus pontas para explorar os espaços, enquanto a Espanha mantinha sua identidade: posse de bola, troca de passes curtos e controle do ritmo da partida.
O panorama mudou aos 21 minutos. Em uma investida pela direita, o jovem Lamine Yamal foi derrubado dentro da área pelo lateral francês Lucas Digne. O árbitro salvadorenho Iván Barton assinalou a penalidade sem hesitar. Mikel Oyarzabal assumiu a cobrança e, com extrema frieza, deslocou o goleiro Mike Maignan para abrir o placar.
Foi o quinto gol de Oyarzabal nesta edição do torneio, consolidando-o como artilheiro da Espanha na competição e tornando-o apenas o terceiro espanhol a alcançar essa marca em uma única Copa do Mundo, ao lado de Emilio Butragueño (1986) e David Villa (2010).
O gol obrigou a França a adiantar suas linhas, mas os Bleus encontraram pela frente um sistema defensivo espanhol praticamente impecável. Até a parada técnica para hidratação, a superioridade da Espanha era evidente, refletida tanto no controle das ações quanto na posse de bola. Para piorar a situação francesa, o zagueiro William Saliba precisou deixar o campo lesionado ainda na primeira etapa, sendo substituído por Maxence Lacroix.
Pedro Porro amplia e Espanha neutraliza o ataque francês
Na volta do intervalo, esperava-se uma reação da França, que buscava chegar à sua terceira final consecutiva de Copa do Mundo. Entretanto, a maturidade da equipe de Luis de la Fuente voltou a prevalecer. Sem abrir mão do ataque, a Espanha continuou controlando o jogo.
Aos 12 minutos do segundo tempo, a superioridade espanhola transformou-se em uma vantagem ainda maior. Em uma bela troca de passes, Pedro Porro tabelou com Dani Olmo, que fez um pivô preciso. O lateral apareceu em velocidade, invadiu a área e bateu com categoria na saída de Maignan para marcar o segundo gol.
Pouco depois, Lamine Yamal chegou a balançar as redes, mas o lance foi corretamente anulado por impedimento.
A partir desse momento, a Espanha deu uma demonstração de maturidade competitiva ao administrar a vantagem sem perder o controle da partida. Liderada por Rodri no meio-campo e por uma defesa segura formada por Laporte e Cubarsí, a equipe neutralizou completamente o ataque francês.
Kylian Mbappé, artilheiro da Copa ao lado de Lionel Messi, com oito gols, viveu uma atuação discreta. Constantemente pressionado e sem espaços para acelerar, o camisa 10 francês finalizou apenas três vezes durante toda a partida. O primeiro chute da França na direção do gol aconteceu apenas aos 35 minutos da etapa final, após uma saída equivocada do goleiro Unai Simón.
Recorde de invencibilidade e a busca pelo bicampeonato
Com o apito final, a festa espanhola no Texas foi completa. Além da vaga na decisão, a vitória sobre a França garantiu uma marca histórica: 37 partidas de invencibilidade. A sequência, iniciada após a derrota para a Colômbia em um amistoso disputado em março de 2024, iguala o recorde mundial entre seleções, anteriormente estabelecido pela Itália entre 2018 e 2021.
A campanha da Espanha na Copa do Mundo de 2026 também impressiona pelos números. Líder do Grupo H, que contou com Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai, a equipe construiu uma trajetória consistente, sustentada pela maior média de posse de bola do torneio. Com 13 gols marcados, superou ainda seu próprio recorde de gols em uma única edição de Mundial.
Para a França, resta a disputa pelo terceiro lugar, marcada para o próximo sábado (18), no Hard Rock Stadium, em Miami. A eliminação encerra o sonho do tricampeonato e impede que Mbappé alcance sua terceira final consecutiva de Copa do Mundo, feito conquistado anteriormente apenas por Cafu, que disputou as finais de 1994, 1998 e 2002.
A Espanha, por sua vez, volta todas as atenções para o MetLife Stadium, em Nova Jersey. No próximo domingo, 19 de julho, às 16h (horário de Brasília), a La Roja entrará em campo em busca do bicampeonato mundial e da segunda estrela em sua camisa.
