Goleada e Liderança: Bélgica Atropela Nova Zelândia por 5 a 1 na Copa do Mundo 2026

Com uma atuação dominante no BC Place, em Vancouver, a seleção belga confirmou o primeiro lugar do Grupo G e carimbou seu passaporte para a rodada de 32, enquanto os neozelandeses se despedem do Mundial.
A Bélgica encerrou sua participação na fase de grupos da Copa do Mundo FIFA 2026 com uma exibição de gala. Na noite de 26 de junho, atuando no BC Place, em Vancouver, no Canadá, os “Diabos Vermelhos” não tomaram conhecimento da Nova Zelândia e aplicaram uma sonora goleada por 5 a 1. O resultado garantiu aos europeus a liderança isolada do Grupo G, com cinco pontos, e confirmou a classificação para a rodada de 32 do torneio, que pela primeira vez conta com 48 seleções.
A chave terminou com um cenário de contrastes. O Egito, que também somou cinco pontos, avançou na segunda colocação devido ao saldo de gols inferior (+2 contra +4 dos belgas). Já o Irã, com três pontos, e a Nova Zelândia, com apenas um, deram adeus à competição. A vitória belga foi a primeira da equipe no torneio, após empates contra Egito (1 a 1) e Irã (0 a 0), mostrando que a equipe engrenou no momento certo para enfrentar a rodada de 32.
Domínio Absoluto e Eficiência Ofensiva
A partida em Vancouver foi um verdadeiro monólogo belga. Dependendo apenas de si para garantir a primeira colocação e evitar surpresas, a equipe europeia entrou em campo com intensidade máxima. A Nova Zelândia, que voltava a disputar um Mundial após 16 anos de ausência, buscava uma despedida honrosa, mas não conseguiu conter o ímpeto adversário. A vitória belga representava um passo importante rumo à rodada de 32, primeira fase eliminatória do torneio.
Os números oficiais da FIFA não deixam dúvidas sobre a superioridade da Bélgica. Embora a posse de bola não tenha apresentado uma disparidade tão grande, 50% para os belgas contra 40% dos neozelandeses, com 10% em disputa, o que a seleção europeia fez com a bola nos pés foi avassalador. Foram impressionantes 35 chutes da Bélgica, sendo 10 deles na direção do gol. Em contrapartida, a Nova Zelândia finalizou apenas seis vezes, acertando o alvo em duas oportunidades.
O controle do jogo também se refletiu na precisão e volume de passes. A Bélgica trocou 530 passes com 89,6% de precisão, enquanto a Nova Zelândia registrou 401 passes e 84,2% de acerto. A organização tática belga permitiu ditar o ritmo da partida, empurrando o adversário para seu campo defensivo e criando chances de forma contínua.
Trossard e De Bruyne Comandam a Goleada
A resistência neozelandesa durou até os 28 minutos do primeiro tempo, quando Leandro Trossard, do Arsenal, abriu o placar. O gol trouxe a tranquilidade necessária para que a Bélgica administrasse a vantagem sem sofrer sustos até o intervalo. A Nova Zelândia, mesmo organizada defensivamente na primeira etapa, mal conseguia passar do meio-campo com perigo.
Na volta para o segundo tempo, o panorama se agravou rapidamente para os “All Whites”. Logo aos 50 minutos, Trossard apareceu novamente para marcar o seu segundo gol no jogo, ampliando a vantagem e praticamente definindo os rumos do confronto. Com 2 a 0 no placar, a Nova Zelândia precisou se expor mais, oferecendo exatamente o que a Bélgica queria: espaços.
Aos 66 minutos, o craque Kevin De Bruyne deixou sua marca, transformando a vitória em goleada. A superioridade técnica ficava evidente a cada ataque, com a Bélgica explorando os lados do campo e forçando oito escanteios durante a partida, contra cinco dos adversários.
Reação Fugaz e Golpe Final
Apesar do domínio avassalador, a Nova Zelândia encontrou forças para marcar seu gol de honra. Aos 84 minutos, Elijah Just aproveitou uma rara oportunidade e balançou as redes, proporcionando um momento de alegria para a torcida neozelandesa presente no Canadá.
No entanto, a resposta belga foi imediata e letal. Apenas dois minutos depois, aos 86, Romelu Lukaku, que havia entrado no decorrer da partida, marcou o quarto gol europeu com seu primeiro toque na bola. Para coroar a atuação impecável, já nos acréscimos, aos 90+4 minutos, Alexis Saelemaekers fechou o placar em 5 a 1 com um belo chute da entrada da área.
Além do espetáculo ofensivo, a disciplina belga também chamou a atenção. A equipe cometeu apenas sete faltas e não recebeu nenhum cartão amarelo ou vermelho. A Nova Zelândia cometeu 10 faltas e foi punida com dois cartões amarelos. Ambas as seleções registraram apenas um impedimento cada.
Próximos Passos na Copa do Mundo 2026
Com a liderança do Grupo G assegurada, a Bélgica chega fortalecida para a fase de mata-mata. A “geração de ouro”, que busca apagar a decepção de 2022 e repetir ou melhorar a histórica campanha de 2018 (3º lugar), agora aguarda o sorteio ou o confronto contra um dos melhores terceiros colocados dos Grupos A, E, H, I ou J, conforme o regulamento da FIFA para a rodada de 32. O desempenho ofensivo contra a Nova Zelândia serve como um claro aviso aos próximos adversários.
Para a Nova Zelândia, a eliminação encerra uma jornada de aprendizado. Beneficiada pela nova regra de vaga direta para a Oceania, a equipe quebrou um longo jejum de participações em Copas do Mundo. O empate na estreia e o gol marcado contra a forte seleção belga são pontos positivos que os “All Whites” levarão para os próximos ciclos, buscando maior competitividade no cenário internacional.
